Já se
passaram mais de 20 anos desde a conferência que o Dr. Illouz de Paris
proferiu no Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica a mais de 800
cirurgiões plásticos, brasileiros e que deixaram o auditório
maravilhados e desconfiados com os resultados de Lipoaspiração;
através de um aspirador cirúrgico por ele idealizado e adaptado
a cânulas rígidas na sua extremidade, podia-se extrair indesejáveis
gorduras localizadas nos quadris, abdome, culotes, joelhos e "pneus"
na cintura. O processo classificado de genial por nós, utiliza o vácuo,
a pressão negativa de uma atmosfera proporcionada pelo aparelho para
extrair a gordura, praticamente não deixando cicatrizes.
A partir dessa técnica foram sendo desenvolvidas novas aparelhagens
com o mesmo objetivo, mas com o intuito de facilitar a cirurgia e de remover
mais facilmente a gordura; foi assim que 2 anos depois Pierre Fournier fazendo
experiências em si mesmo publicou a técnica de lipoaspiração
com seringa e que dispensa a utilização do lipoaspirador. Foi
na mesma época que o Dr. Fournier imaginou poder reaproveitar a gordura
retirada para preencher determinadas regiões do corpo como os membros
inferiores, as nádegas, a face, nascendo assim a lipoescultura que
nada mais é que a lipoaspiração associada a lipoinjeção.
No início da lipoescultura as cirurgiões se depararam com uma
absorção quase total do material injetado o que deu lugar a
vários trabalhos de pesquisa no Brasil e no exterior. Depois de vários
anos Coleman, um dermatologista americano conseguiu através de um tratamento
específico do tecido gorduroso coletado que compreende desde a centrifugação
do material até a injeção cuidadosa de pequenas partículas
do material sobrenadante numa técnica extremamente minuciosa, que o
material enxertado permanecesse no tecido hospedeiro em mais de 80 % e com
estabilidade futura. Nasceu assim o que ele chama de lipoestrutura em que
as partículas de tecido não maiores que os grãos do caviar
são injetados quase que gota a gota e em camadas.
Depois da seringa um cirurgião italiano publicou a lipoaspiração
com ultra-som em que as células de gordura sob a ação
do aparelho de ultra-som arrebentam e derramam nos tecidos o seu conteúdo
líquido que é aspirado. Esta técnica apesar da grande
divulgação mundial feita pelo autor e pelo fabricante não
caiu no gosto dos cirurgiões plásticos; alguns acidentes com
queimaduras de pele, irregularidades do tecido tratado, fizeram com que a
grande maioria não aderisse ao novo engenho, além dos custos
de aparelhagem.
Há 2 anos um cirurgião plástico belga que foi acometido
de derrame cerebral procurou alguns engenheiros que se dedicavam aos motores
a jato de aviões, e solicitou a eles que desenvolvessem um aparelho
que lhe possibilitasse continuar realizando Lipoaspirações dentro
da sua incapacidade física imposta pela doença; assim nasceu
a vibrolipoaspiração que utiliza o ar comprimido para emulsificar
o tecido gorduroso, vibrando a cânula como num liquidificador para preparar
a maionese.
O divulgador desta técnica entre nós tem sido um cirurgião
plástico português, o Dr. Angelo Rebelo que tem viajado o mundo
apresentando a técnica e mostrando a sua experiência.
Com 1 ano de utilização tenho tido as maiores satisfações,
com resultados que deixam os pacientes mais felizes com a nova silhueta; para
o cirurgião o trabalho manual ficou facilitado não necessitando
de grandes esforços extenuantes para a remoção de grandes
volumes nos obesos.
Os cirurgiões que utilizam a técnica e no Brasil são
poucos , ainda dizem que quem enveredou por este caminho não retorna
as técnicas tradicionais.