Como a cirurgia de aumento das
mamas com próteses de silicone lideram hoje as cirurgias estéticas
no Brasil, muitas pacientes me perguntam sobre as possíveis complicações
cirúrgicas pós-operatórias.
Na verdade complicações sérias não acontecem mas
pequenos problemas no pós-operatório podem aparecer e os mais
comuns são:
1. Hematoma ou seroma que vem a ser coleção sangüínea
ou sero-sanguinolenta na região preparada para receber as próteses;
na eventualidade de isso acontecer e a estatística é de 1 a
3 % das pessoas operadas o cirurgião deve imediatamente drenar o sangue
acumulado e antes da recolocação do silicone o local deve ser
irrigado com uma solução de antibióticos e a administração
por boca de terapia antibiótica deve continuar por 1 semana.
2. Infecção - a média de infecção
aguda ocorre geralmente 5 a 14 dias após a cirurgia. Nem sempre a drenagem
da infecção salva os implantes infectados. Se apesar da administração
de antibióticos a infecção persistir a remoção
das próteses é imperativa e a sua recolocação
deverá ser feita 3 meses após.
3. Alterações de sensação dos mamilos e a literatura
relata incidências variáveis mas no geral aparece em 15% dos
casos e na maioria das vezes é transitória retornando por volta
dos 6 meses de operação.
4. Assimetria - mamas de tamanhos diferentes antes da
operação são sempre de resolução difícil
pois não se pode usar 2 tamanhos diferentes na tentativa de igualar
os resultados; o que o cirurgião experiente faz é alterar na
cirurgia a altura dos sulcos em baixo das mamas procurando equalizar as duas
alturas.
5. Contratura capsular - para
ambos o cirurgião e a paciente a contratura capsular é a mais
aflitiva complicação e a mais difícil de solucionar;
todas as pacientes que são operadas normalmente formam uma capsula
ao redor do silicone; se esta capsula começar a sofrer uma contração
esférica levando a uma mama firme, distorcida e muitas vezes dolorosa
e estatiscamente isto acontece de 4% a 20% dos casos o cirurgião para
solucionar tem que retirar as próteses com a capsula formada e recolocar
novas próteses.
6. Doença auto-imune - desde 1992 quando o FDA
decretou a moratória para as próteses mamarias não se
conseguiu estabelecer qualquer relação entre o silicone e doenças
auto-imunes como artrite, escleroderma, fenômeno de Reynaud, etc; muitos
cirurgiões americanos acreditam que em breve as próteses com
gel serão liberadas lá.