Muitos trabalhos
foram realizados para se avaliar a eficácia da cirurgia redutora das
mamas.
Estes estudos basearam-se na percepção clínica das pacientes
a longo prazo que se submeteram a cirurgia quanto ao grau de felicidade com
os resultados.
Na grande maioria (80%) das pacientes, relataram que as queixas antes da operação
como dor na mama, intertrigo (assadura debaixo da mama), dores nos ombros
e nas costas, sulcos nos ombros provocados pelo sutiã melhoraram muito
após a cirurgia. As pacientes também conseguiram emagrecer,
e aumentar sua atividade física e comprar roupas com mais facilidade
com o novo contorno corporal. O tamanho do sutiã diminuiu 2 a 2 ½
o nº anterior usado; 93% de pessoas disseram que fariam novamente a cirurgia
ou recomendariam para outras.
Queixas sociais e psicológicas como pobre imagem corporal, auto-estima
e insegurança com relação a feminilidade e atração
sexual também melhoraram mesmo em pacientes que podiam ser consideradas
portadoras de gigantomastia (mamas com mais de 1,5 kg) de cada lado.
A magnitude dos benefícios físicos, psicológicos e sociais
foi similar após cirurgias para tratar outras condições
médicas como úlcera gástrica, artrite reumatóide,
pedra na vesícula e hérnia inguinal.
Os pesquisadores sentiram que estes estudos forneceram provas para apoiar
a inclusão da cirurgia redutora de mamas nos convênios médicos.
A eficácia da cirurgia foi também estudada em jovens de 16 a
22 anos e os autores encontraram uma média de 94% de pacientes que
se submeteriam ao procedimento se já não tivessem sido operados
e a mesma porcentagem recomendaria a cirurgia a uma amiga. De 48 pacientes
73% estavam felizes com suas mamas atuais apesar de que algumas relataram
algum crescimento das mamas após a cirurgia.
A questão de cobertura pelos convênios com os gastos cirúrgicos
têm sido exaustivamente debatido nos simpósios e congressos médicos
mostrando que os alívios dos sintomas como dores nas costas, dores
no pescoço, inflamações no sulco mamario deveriam ser
os parâmetros para a indicação cirúrgica e que
tem sido refutados pelos planos médicos com a alegação
que as pacientes falseiam muito as queixas para poderem ser incluídos
na extensa lista de candidatos à cirurgia; eles alegam que deveríamos
Ter critérios objetivos que definissem a necessidade cirúrgica.
No meu entender mamas excessivamente grandes e pesadas em que o cirurgião
estima pré-operatoriamente que vá reduzir mais de 750 g de cada
lado deveriam Ter autorização dos planos de seguro para que
seus problemas pudessem ser resolvidos.