A
causa de crescimento anormal das mamas, mamas hiperdesenvolvidas tem sido
estudada exaustivamente e parece ser multifatorial, isto é, não
há só uma causa envolvida mas na maioria das vezes com um forte
componente familiar; o peso corporal certamente tem papel importante, mas
a maioria das mulheres com peso excessivo e que procuram a cirurgia de redução
mamária relatam terem mamas excessivamente grandes mesmo quando eram
mais magras.
O exame das peças retiradas na cirurgia usualmente não tem mostrado
trocas proliferativas ou lesões hiperplásticas que poderiam
aumentar os riscos de câncer mamario se não tivessem sido operados.
Não há qualquer condição particular que resulte
em aumento das mamas; os achados anatomo-patológicos vão desde
tecido mamario normal e metaplasia gordurosa da mama; a maior porcentagem
de diagnóstico encontrada é displasia mamaria, um problema benigno
das mamas que a maioria das mulheres já conhece.
Apesar deste conceito já cristalizado entre a maioria dos mastologistas
um estudo americano recente que estudou 55 peças retiradas cirurgicamente
das mamas e avaliadas histologicamente mostrou que 7 pacientes apresentaram
resultados diferentes que variaram desde hiperplasia florida e hiperplasia
lobular ductal atípica que são lesões consideradas de
risco aumentado, por evoluir para um cancer de mama; além do que, uma
paciente desenvolveu câncer mamario 3 anos após a cirurgia redutora.
A luz deste trabalho de aumento potencial de risco para as pacientes com mamas
gigantes , de poderem desenvolver lesões malignas os cirurgiões
americanos estão recomendando que se faça um exame anatomo-patológico
dos tecidos removidos em todos os casos.
A hipertrofia virginal uma condição relativamente rara que acontece
com as meninas na fase pré-puberal em que as mamas crescem até
se tornarem gigantomastias não tem causa conhecida; ao exame o tecido
mamario é normal e resulta na maioria dos casos de uma hipersensibilidade
aos hormônios femininos. Estas cirurgias são frequentemente realizadas
quando os pacientes são muito jovens com a recomendação
e compreensão que as mamas podem Ter recorrência de crescimento.
Um novo medicamento a tamoxifen tem sido usado com sucesso após a cirurgia
para impedir que estas mamas voltem a crescer como antes da operação.