Cirurgia Plástica Videoendoscópica

O videoendoscópio instrumental ótico que permite ao cirurgião com pequenas incisões não maiores que 1 cm operar à distância acompanhando as estruturas num monitor, começou há 5 anos a ser utilizado inicialmente nas cirurgias abdominais ginecológicas o que despertou nos cirurgiões plásticos o interesse na sua utilização.

No início destes procedimentos que demandam um treinamento intenso de todo o staff cirúrgico começamos a substituir a antiga cirurgia de lift de fronte (com incisão no couro cabeludo de uma orelha a outra) pela cirurgia endoscópica com apenas 5 incisões escondidas pelos cabelos.

Através das minúsculas incisões consegue-se visualizar todas as estruturas que estão sob a pele da testa, com isso alterando-se os músculos que com sua contração provocam o aparecimento das rugas; inicialmente com localização apenas na região frontal e temporal o endoscópio passou a ser utilizado no rejuvenescimento do terço médio da face e na região do pescoço.

Com a evolução dos casos operados os cirurgiões plásticos logo se aperceberam que a nova técnica não veio para substituir a técnica tradicional de lift e sim complementar a cirurgia restringindo-se ao tratamento da fronte e elevação das sobrancelhas.

A marca de contraste da cirurgia endoscópica atual é a redução do trauma da via de acesso sem comprometer a exposição do campo operatório; vantagens adicionais que trazem benefícios indiscutíveis incluem virtual abolição de complicações da ferida operatória e uma cicatrização mais rápida.

Em 1985 o American Board o Surgery, o exame que todo especialista é obrigado a prestar nos EUA recomendou aos diretores de programas de residentes que a educação clínica no uso do endoscópio fosse incorporado ao treinamento cirúrgico global.

Novos campos de cirurgia plástica estão sendo explorados pelo videoendoscópio; assim cirurgias de mama para colocação de próteses ou correção de pequenas mamas caídas têm sido operadas com sucesso; plásticas abdominais para correção de fraqueza muscular tem sido associados a lipoaspiração; colocação de expansores de tecidos em cirurgia reparadora e um grande número de outros processos estão sendo testados.

Como cirurgia ainda na sua infância os benefícios a longo prazo estão sendo testados e em fase de aprovação.

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