Os
cuidados pré-operatórios em cirurgia plástica são
importantes tópicos para quem vai se submeter a qualquer tipo de procedimento
plástico-cirúrgico. Começa com a escolha do profissional
a quem você vai confiar a solução do seu problema, e que
deverá preencher os vários quesitos indispensáveis a
um resultado satisfatório.
1. Cirurgião de reconhecida capacidade no seu campo de atuação.
2. Ser membro da Sociedade de Cirurgia Plástica local e com vários
anos de experiência.
3. Ter operado um grande número de casos semelhantes ao seu, com bons
resultados e sem complicações.
4. Poder conversar com algumas das pacientes do mesmo médico.
5. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica tem uma seção
especializada para informar das qualificações profissionais
de cada um de seus filiados.
As fotografias
feitas no pré-operatório são para o cirurgião
plástico como o raio X é para o cirurgião geral; além
de documentar as alterações importantes a serem modificadas
no ato cirúrgico, constituem importante documentação
pré-operatória. A SBCP não recomenda os programas computadorizados
que podem prometer resultados muitas vezes impossíveis de serem alcançados,
pois a matéria humana reage diferentemente do papel.
Todas as medicações que alteram a coagulação como
os salicilatos(aspirina), os estrógenos de reposição
hormonal, devem ser descontinuados por pelo menos 10 dias antes da cirurgia.
O cigarro é outro importante fator de complicações pós-operatórias,
por interferir na irrigação da pele , daí a exigência
da diminuição do seu consumo.
O período menstrual também é restritivo para a data da
cirurgia por acarretar no pós-operatório uma maior quantidade
de ecmoses (manchas arroxeadas).
A antissepsia é indicada em todos os pacientes por diminuir a probabilidade
de infecção no pós-operatório. Uma lavagem intensa
com phiso-hex da região que vai ser operada de preferência nos
três dias que precedem a cirurgia é recomendada; os pelos não
precisam ser raspados a navalha mas apenas aparados na região.
Considerável controvérsia existe no valor da antibioticoterapia
profilática; muitas autoridades em bacteriologia cirúrgica negam
seu valor nas cirurgias eletivas sem contaminação externa como
por exemplo nas plásticas da face: uma teoria que eu também
endosso; certamente os antibióticos que a maioria dos cirurgiões
emprega com esse intuito são inefectivos contra os organismos mais
comuns implicados nas infecções pós-operatórias.