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Mudança de Sexo

Existem grandes diferenças entre o homossexual e o transsexual, pois enquanto o primeiro tem um comportamento de perfeita aceitação de sua anatomia genital o segundo se mostra profundamente insatisfeito com sua sexualidade ansiando por uma transferencia para o sexo oposto. O transexual masculino é desgostoso com seu genótipo normal e ansioso para livrar-se de suas características masculinas através de cirurgia e terapia hormonal; ele diz que prefere companhias heterossexuais e desaprova as relações homossexuais; existem exemplos de automutilações genitais para satisfação de seu desejo; os maneirismos começam cedo na infância e sua conduta em usar vestidos, salto alto e participação nas atividades diárias como mulher. A transexual feminina que deseja ser homem, similarmente abomina seu contorno corporal e sonha em ser do gênero masculino participando das atividades do próprio sexo.

Existem muitos autores que acreditam estar subestimando o número de transexuais, mas concordam que a incidência está aumentando. Em estimativas aproximadas um homem transexual para cada 100.000 homens e 1 transexual feminino para cada 400.000 mulheres; as idades nos estudos compilados foi de 26 anos para o mais jovem e 53 para o mais velho.

Quando o psiquiatra sente que a terapia escapou de seus limites e os resultados não foram alcançados a cirurgia e a terapia hormonal passam a ser considerados enviando o paciente para um clínico específico de terapia sexual que faz a decisão final com respeito à conversão cirúrgica, e isto usualmente requer de 3 a 6 meses de estudos preliminares e exames.

A cirurgia de transexualismo sem aprovação psiquiátrica é perigosa e pode terminar em suicídio.

Laub e Fisk (1974) requerem que o paciente tenha vida e função no gênero de Sua escolha original alguns anos antes da cirurgia reconstrutora.

A cirurgia da conversão do homem em mulher é feita em um só tempo cirúrgico envolvendo os genitais e o aumento das mamas com prótese de silicone - são cirurgias realizadas por especialistas que se dedicam a esse difícil mister (eu não me incluo neles) e a mais comum consiste na amputação do pênis e testículos utilizando a pele desses órgãos para revestir a cavidade da neo-vagina. Outras técnicas que utilizam segmentos do intestino delgado não são muito utilizadas. A mulher que deseja masculinização deve enfrentar 5 ou 6 procedimentos cirúrgicos para confecção do penis as expensas da pele do abdome.

Estima-se em 65% o grau de satisfação pós-cirúrgico dos pacientes mas o que se observa é que há uma grande melhora em termos de ajustamento emocional e social na grande maioria dos casos.