Embora
poucos estudos tenham sido feitos visando os resultados da plástica
abdominal, a escassez e relativa infrequência de cirurgias de retoque
são a testemunha viva do sucesso alcançado com a cirurgia. Na
verdade a avaliação de um determinado resultado pelo cirurgião
e paciente é puramente subjetivo em sua interpretação
e consequentemente quase impossível de medir.
Ademais a menos que as complicações sejam registradas a satisfação
pessoal com o procedimento cirúrgico fica restrito somente aqueles
que se operaram e que muitas vezes independentemente do resultado bom ou desgostoso
não voltam mais ao cirurgião plástico.
Os ganhos mais significativos em plástica abdominal são os observados
no papel emocional , função social e auto-estima; melhoras na
percepção da saúde, nível de energia e função
física.
A satisfação subjetiva do paciente com este tipo de plástica
excede muitas vezes em 90% as respostas positivas com menos de 10% de insatisfação.
Tem se comparado e documentado as complicações da abdominoplastia
com cirurgias de lipoaspiração e com a associação
de lipoaspiração e ressecções simples de pele
excedente; relata-se uma maior incidência de complicações
com a primeira do que com as outras duas e este aumento da incidência
é atribuído aos grandes descolamentos de tecidos necessários
durante a plástica abdominal.
Uma outra avaliação que tem sido feita é com a combinação
de abdominoplastia e cirurgias intraabdominais (ex. colecistectomia, histrectomia)
em que as complicações se mostram extremamente elevadas com
a possibilidade de infecções generalizadas e que muitas vezes
por insistência dos próprios pacientes em aproveitar um único
tempo cirúrgico acabam por permanecer no hospital um longo período.
Além das infecções o risco aumentado nessas cirurgias
também é atribuído ao aumento do tempo cirúrgico
e da anestesia.
Consequentemente cirurgias combinadas somente devem ser levadas a cabo se
não requererem um excessivo tempo cirúrgico e o sucesso individual
de cada uma puder ser alcançado.