Paralisia Facial

A paralisia facial unilateral provoca nas pessoas acometidas um aspecto horripilante, com queda da face do lado afetado, incluindo a sobrancelha, bochecha , ângulo da boca e lábio.

Sob stress emocional o paciente é uma caricatura física aflitante, perturbando não somente a ele mesmo como também os observadores casuais e os amigos mais próximos. As pálpebras do lado comprometido ficam abertas, e a saliva escorre pela boca quando está se alimentando e a bochecha se insufla.

A causa é a paralisia do nervo facial de etiologia multifatorial; o frio, o vento do lado afetado ou um fenômeno que se segue a uma reação alérgica e imunológica podem ser o gatilho que desencadeia a paralisia. Infecções virais ou bacterianas, meningites, osteomielites ou parótidites também são causas desencadeantes.

Traumas cirúrgicos ou acidentais que podem lesar os ramos nervosos são os agentes mais comuns, como nos acidentes automobilísticos. A aplicação de forceps durante o nascimento pelos obstetras pode esmagar os filetes nervosos durante a expulsão do feto.

Em alguns casos pode acontecer regeneração nervosa expontânea mas inadequada para manter resposta involuntária dos músculos.

Os casos de tratamento clinico restringem-se aqueles que antigamente se denominava "paralisia a frigore" e que hoje se sabe tem como agentes causadores vírus ou infecções próximas ao tronco nervoso e que cedem com o tratamento de drogas e fisioterapia.

Sempre que possível quando detectado o nervo deverá ser reparado logo que a injuria tenha sido reconhecida; quando segmentos do nervo devam ser removidos no curso de cirurgias ablativas a enxertia imediata deverá ser processada para restabelecer a sua continuidade.

Vários são os testes disponíveis na atualidade para se fazer o diagnóstico: eletromiografia, estimulação galvânica da língua e outros específicos feitos pelos médicos especializados.

Para os casos de paralisia facial crônica de longa duração muitas técnicas antigas foram empregadas desde seccionar alguns músculos da face do lado contra-lateral até suspensões com elementos de prótese com fitas de silicone do lado afetado; todos estas técnicas ditas estáticas pouco tem sido utilizadas; modernamente se lança mão das técnicas dinâmicas com a transferência de músculos das proximidades ou de nervos do lado são o que é chamado de cross-face. Para as reconstruções esfincteriais, isto é, pálpebras e boca são utilizados desde molas de metal (pálpebra superior) até o silicone (bandas elásticas) tanto para os lábios como para as pálpebras.

O Botox (toxina botulinica) vem sendo utilizada com grande sucesso nos tempos atuais enfraquecendo a musculatura do lado são restabelecendo o equilíbrio dinâmico da face- o único inconveniente é a sua ação temporária obrigando o paciente a infiltrações repetidas de tempos em tempos.

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