Pectus
Excavatum conhecido popularmente como Tórax de Sapateiro é uma
deformidade torácica em que a porção central (esterno)
se apresenta afundada assemelhando-se ao tórax dos profissionais de
calçados.
Nos casos mais severos o esterno principalmente na sua porção
mais inferior se aproxima bastante das vértebras torácicas.
Acontece com maior frequência no sexo masculino e com tendência
hereditária de transmissão em membros da mesma família.
Na maioria das vezes os pacientes procuram o médico para uma correção
estética, sem alterações cardiovasculares ou pulmonares;
as queixas quando existem se restringem a dificuldades em realizar exercícios
extenuantes.
Existe quase sempre uma tendência em se agravar a deformidade com o
passar dos anos, por isso uma uniformidade de indicação cirúrgica
em se operar em idade bastante precoce.
As técnicas cirúrgicas são as mais variadas desde a inversão
do osso esternal, aproveitando-se a porção do osso convexo que
é posicionado para a frente, até o levantamento do esterno e
correção das 3 ou 4 costelas deprimidas. A preferência
é por uma cicatriz mediana no tórax ou nas mulheres uma cicatriz
no sulco mamario.
Para os mais velhos com pectus excavatum, já estabilizado e sem alterações
cardio-pulmonares pode-se utilizar as próteses de silicone que serão
moldadas para cada caso específico e que serão colocadas por
uma incisão transversal na região do apêndice xifoide.
A causa da deformidade é desconhecida e pouco se sabe sobre a sua patogenese;
numerosas sugestões têm sido feitas: parada no desenvolvimento
do externo, desordens nutricionais com retardo do desenvolvimento ósseo;
ossificação defeituosa, músculos do abdome curtos, pressão
do tórax dentro do útero, sífilis hereditária
e muitas outras sem comprovação científica.
A indicação para a cirurgia é quase sempre solicitada
pelos pais ou pelo próprio paciente por razões estéticas
e em casos mais raros por disfunções cardio-respiratórias.
Como a deformidade é imprevisível quanto a progressão
procura-se aconselhar a correção cirúrgica em:
1- Crianças com grande deformidade.
2- Crianças com progressão nítida da deformidade.
3- Crianças e adultos com implicações psicológicas
resultantes da deformidade.
4- Adultos com sintomas.
É geralmente aceito que a cirurgia deva ser realizada nos grupos mais
jovens entre 2 e 6 anos antes que perturbe o desenvolvimento da personalidade
e antes que se desenvolvam problemas ortopédicos.