Queimaduras

Muito comum no Brasil, pelas condições de vida precárias em que vivem muitas famílias brasileiras, metade desses acidentes acontecem com crianças e a grande maioria na cozinha. Os grandes vilões tem sido água fervente, sopa e óleo de cozinha; outras queimaduras frequentes ocorrem com a explosão de botijões de gás e incêndios que já tomaram conta de grandes edifícios na cidade de São Paulo, como por exemplo, o incêndio do Joelma.

As queimaduras de acordo com a profundidade da lesão na pele são classificadas em graus; quando só a epiderme (camada superficial da pele) é lesionada, nós classificamos como queimadura de 1º grau e o exemplo mais comum é a queimadura por exposição ao sol; a epiderme se solta, descascando a médio prazo.

Na queimadura de 2º grau que pode ser causada por líquidos ferventes a epiderme e parte da derma (2ª camada de pele) é lesionada provocando um descolamento da 1ª e daí surgindo as bolhas.

E a queimadura de 3º grau, a mais grave que provoca a lesão das 3 camadas da pele com suas glândulas sebáceas; sem a proteção da pele o organismo se torna mais susceptível a infecções e perde substâncias importantes como água e sais minerais.

Logo que o acidente aconteceu a primeira medida é não tomar medidas precipitadas que só podem piorar o quadro. É preciso lavar bem a ferida sem esfregar, em água fria e cobrir a lesão com um pano bem fino ou gaze. Quando surgem bolhas elas não devem ser estouradas para que não se promova uma via de entrada para as bactérias; nunca usar nada sobre o ferimento como pomadas, pó de café ou pasta de dentes que só podem piorar a situação.

O atendimento médico nas seções especializadas dos hospitais é sempre feito imediatamente após a queimadura visando restabelecer a quantidade de sais e água que nas queimaduras de 3º grau são muito grandes.

Para diminuir as perdas utiliza-se pele de cadáver conservadas em geladeira que funcionam como curativo biológico, dando tempo ao organismo do paciente que promova a cicatrização da pele queimada o que leva em média 30 dias; a pele de rã é utilizada por ser barata e de fácil obtenção.

Experiências tem sido feitas com a pele de cadáveres; num processo complicado raspa-se a pele retirando-se as células superficiais (queratinócitos) que são os responsáveis pela rejeição. Em seguida os queratinócitos do próprio paciente voltam , a pele do cadáver por fim é implantada sobre a própria queimadura.

Quando as zonas queimadas já cicatrizaram recomenda-se o uso de malhas que comprimam a pele para se obter melhores cicatrizes.

voltar