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Reconstrução Mamária

Não faz muito tempo, portadoras de seqüelas da retirada das mamas, além de pouco participarem de seu próprio tratamento conviviam ainda com as deformidades da cirurgia, sem possibilidades de reconstrução mamaria. Como as técnicas de retirada de mama evoluíram assim como as de reconstrução, permitiram que hoje as mastectomizadas pudessem optar por uma melhor qualidade de sobrevida.

As dificuldades iniciais eram essencialmente devido aos procedimentos de ablação, que por serem radicais dificultaram as reconstruções em virtude dos limitados conhecimentos da época.

Com o advento dos retalhos miocutâneos que possibilitam a migração de grande quantidade de tecidos com segurança a reconstrução mamaria entrou numa era de avanço técnico excepcional, o que levou esse procedimento cirúrgico a Ter maior aceitação tanto pelos cirurgiões como pelas pacientes que almejam a reconstrução da sua mama retirada.

Quando fazer a reconstrução- esta é uma discussão de longo tempo mas a maioria dos oncologistas concordam que a melhor época depende de vários fatores como:

Tamanho do tumor - tumores pequenos com menos de 2 cm sem a presença de nódulos axilares permite a reconstrução imediata na mesma cirurgia de remoção da mama.

Se houver necessidade de quimioterapia ou radioterapia deve-se esperar de 6 a 9 meses para que a reconstrução seja processada.

As grandes cirurgia radicais de remoção mamaria na maioria das vezes indica reconstrução imediata pela dificuldade de tecidos para o fechamento da ferida operatória.

Pacientes com grande demanda para uma reconstrução imediata sem doenças do tipo diabetes e hipertensão abaixo dos 50 anos são excelentes candidatas.

As técnicas de reconstrução mamaria mais empregadas atualmente são 2:

Retalho miocutâneo do abdômen - em que toda a pele e tecido adiposo abaixo do umbigo é transferido para a região a reconstruir tendo como fonte vascular de alimentação do retalho um ou os dois músculos retos do abdome; existem casos em que esta região apresenta-se com cicatrizes de cirurgias anteriores e que inviabiliza a sua utilização.

Expansores de tecidos - os expansores que são bolsas de silicone colocadas sob a pele e que através de injeções semanais de soro fisiológico vão distendendo a região até que se obtenha uma expansão apreciável da zona a ser reconstruída e isto normalmente é conseguido em 2 meses findos os quais se retira este dispositivo que é substituído por uma prótese de silicone definitiva.